A comemoração que tem sete séculos de existência, remonta às celebrações religiosas tradicionais que são realizadas em todas as ilhas dos Açores-(Portugal), a partir do século XIV, nas quais a terceira pessoa da Santíssima Trindade é festejada com banquetes coletivos designados de "Bodo aos Pobres", com distribuição de comidas.
A festa do Divino é realizada cinquenta dias após a Páscoa no dia de Pentecostes, para comemorar a descida do Espírito Santo sobre os Apóstolos.
"...conta-se que as nove ilhas dos Açores viviam em guerra, quando a então rainha de Portugal D.Maria I ( a piedosa - por sua grande devoção), interveio prometendo todo ano dar pão e carne aos pobres na época do Divino se houvesse a paz nas ilhas..."
A celebração foi estabelecida pela rainha Isabél, por ocasião da construção da Igreja do Espírito Santo, na cidade de Alencar.
Originalmente, a festa do Divino estabelece o Império do Divino, onde o Imperador, uma criança ou adulto presidia a festa com poderes de Rei e tinha inclusive o direito de libertar presos comuns. Para arrecadar os recursos para a festa fazia-se a Folia do Divino, onde grupos de cantadores visitavam as casas dos fiéis para pedir donativos e todo tipo de auxílio.
Os símbolos são: A Bandeira do Divino, A Coroa e O Cetro.
(Capela e altar do Divino Espirito Santo de Olinda))
(Altar em honra ao Divino na ilha de São Jorge (Açores- Portugal))
(Capela do Divino Espirito Santo da Engenhoca (Niterói))

(Coroa e cetro ilha Terceira (Açores-Portugal))

(Corte da carne para distribuição aos pobres (I.P.Divino Espirito Santo de Olinda))



(A Procissão do Divino Espirito Santo de Olinda))
No Brasil a introdução da festa teve início com os colonos açorianos e seus descendentes.
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